Ah... a poesia...
A noite agora não deseja vir
para que tu não venhas
nem eu possa ir.
Mas eu irei,
ainda que me queime a fronte um sol de escorpiões.
Mas tu virás
com a língua queimada pela chuva de sal.
O dia agora não deseja vir
para que tu não venhas
nem eu possa ir.
Mas eu irei
entregando aos sapos o mordido cravo meu.
Mas tu virás
pelos turvos esgotos da escuridão.
Nem a noite nem o dia querem vir
para que por ti eu morra
e tu morras por mim.
[Federico García Lorca]
Muitos conhecem esse poema (em espanhol, principalmente, porque é como eu mais gosto dele) já que o enviei por mail no mínimo uma vez... A poesia em espanhol tem uma melodia, uma beleza, um fatalismo, uma sensualidade sutil... às vezes esqueço de que decidi estudar essa língua só para entender García Lorca e Neruda no original... quem sabe ainda não chego lá.
para que tu não venhas
nem eu possa ir.
Mas eu irei,
ainda que me queime a fronte um sol de escorpiões.
Mas tu virás
com a língua queimada pela chuva de sal.
O dia agora não deseja vir
para que tu não venhas
nem eu possa ir.
Mas eu irei
entregando aos sapos o mordido cravo meu.
Mas tu virás
pelos turvos esgotos da escuridão.
Nem a noite nem o dia querem vir
para que por ti eu morra
e tu morras por mim.
[Federico García Lorca]
Muitos conhecem esse poema (em espanhol, principalmente, porque é como eu mais gosto dele) já que o enviei por mail no mínimo uma vez... A poesia em espanhol tem uma melodia, uma beleza, um fatalismo, uma sensualidade sutil... às vezes esqueço de que decidi estudar essa língua só para entender García Lorca e Neruda no original... quem sabe ainda não chego lá.
1 Ecos:
Adoro os poemas de Pablo Neruda. Lá em casa tenho o Canto Geral dele.... tem uns poemas altamente politizados tb...
Beijos
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