quinta-feira, abril 24, 2014

Depois de quarto meses de maternidade descobri que a felicidade de ter um filho é diretamente proporcional a minha capacidade de perdoar o que há de humano em mim. Comecei perdoando meu cansaço. Sim, ele existe e é frequente e leva consigo não raro minha paciência e minha serenidade. Então passei a perdoar também minha impaciência. E na hora que a perdoei, passei a melhor domá-la e foi mais fácil encarar que meu filho não tem controle remoto para calhar com as minhas vontades e que exatamente daí surgem as surpresas mais incríveis. Perdoei na sequencia minha incapacidade de, sozinha, suprir a alimentação do meu bebê e comecei a aproveitar melhor o tempo que passava com ele ao seio ou dando-lhe a mamadeira. Não havia mais rancor contra a natureza, ela foi substituída pela felicidade pela existência da tecnologia dos leites artificiais. Perdoei minhas frustrações, perdoei meus medos, perdoei minhas inseguranças, perdoei meu perfeccionismo, perdoei meus sentimentos negativos. E sigo me perdoando, todos os dias, mais de uma vez por dia até.

E o amor, que eu já achava grande, vai se multiplicando exponencialmente, vai criando umas raízes tão profundas que não há mais como retirá-lo de mim sem levar minha alma junto. Filho, você é meu coração exposto ao mundo. Tudo que te afeta me afeta, tudo que te dói me dói. Se eu não te vejo acordar o dia não começa, se eu não te faço sorrir nada tem graça, se eu não te envolvo nos braços o mundo fica sem calor…

Então, em nome desse amor, me perdoa também, filho. Todos os dias…

Eu quis falar dele assim, num dia qualquer, sem motivo especial, pra que ele fosse o começo e o fim do escrito.

Um dia havia eu. Só. E relativamente auto-suficiente, achando que me bastava. Aí ele apareceu. E eu fui obrigada a repensar tudo porque a partir desse tempo eu (sozinha) era um pedaço defeituoso de mim, precisava de complemento, precisava dele. E então viramos nós. E as vezes me parece que eu não sei mais onde termina meu pensamento e onde começa o dele, onde começa meu coração e onde termina o dele.

A você, amor da minha vida toda, eu dedico o que há de melhor em mim. Por você eu tento separar uma parte lá no fundo do meu peito, intocada pelas malvadezas e incertezas do mundo, para ficarmos nós dois. Lá nós vamos existir sempre jovens e felizes e plenos. Quero olhar nos seus olhos, nas nossas bodas de ouro, cercados das nossas gentes e pedir a Deus mais mil anos, todos na sua presença, seja lá onde for.

Que a minha vida seja sempre a sua, que sua vida jamais deixe de ser a minha. Porque você, Walyson, é o começo e o fim de tudo (e não só desse escrito).

sexta-feira, março 27, 2009

There will never be nothing like you and I

quarta-feira, março 18, 2009

Beginning to get to me (Snow Patrol)






I want something
That's purer than the water
Like we were

It's not there now
Ineloquence and anger
Are all we have

Like Saturn's rings
An icy loop around me
Too hard to hold

Lash out first
At all the things we don't like
Or understand

And it's beginning to get to me
That I know more of the stars and sea
Than I do of what's in your head
Barely touching in our cold bed

Are you beginning to get my point
They're always fighting with aching joints
It's doing nothing but tire us out
No one knows what this fight's about

The answer phone
The lonely sound of your voice
Frozen in time

I only need
The compass that you gave me
To guide me on

And it's beginning to get to me
That I know more of the stars and sea
Than I do of what's in your head
Barely touching in our cold bed

Are you beginning to get my point
They're always fighting with aching joints
It's doing nothing but tire us out
No one knows what this fight's about

It's so thrilling but also wrong
Don't have to prove that you are so strong
Cos I can carry you on my back
After our enemies attack

I tried to tell you before I left
But I was screaming under my breath
You are the only thing that makes sense
Just ignore all this present tense

We need to feel breathless with love
And not collapse under its weight
I'm gasping for the air to fill
My lungs with everything I've lost

We need to feel breathless with love
And not collapse under its weight
I'm gasping for the air to fill
My lungs with everything I've lost
Algumas coisas ficam para sempre...

Just like WALL-E


A beleza é um conceito excepcionalmente relativo, todos sabem. Minha mãe costuma dizer que eu tenho mania de achar beleza em coisas ou pessoas destituídas dela. Teimosia, ela diz. Mesmo sem saber se isso é uma qualidade ou um defeito, continuo imutável. Ainda acho as flores que nascem nas gretinhas das calçadas e perto das sarjetas lindas, ainda animam meu dia, me falam de vida e perseverança. Agora tenho novos horizontes para observar. Uma escala infinitamente maior, uma beleza ainda mais escondida e nem por isso mais corrompida. Aqui as árvores parecem mais vivas, possivelmente pela comparação com o asfalto, o céu parece mais infinito emoldurado pela pequenez dos arranha-céus criados pelo homem e o amor parece mais profundo por estar rodeado da carência anônima das megalópoles. Nem tudo é feio, mas absolutamente diferente, exótico aos meus olhos que pouco viram. Vou continuar observando por hora. Espero descobrir coisas que justifiquem um segundo e demorado olhar. Espero ;)

domingo, abril 13, 2008

Escrevo isto enquanto tu percorres a imensidão da noite, para tão longe de mim... Ponho nesse papel a medonha saudade que me consome, embora tu mal tenhas deixado meus braços. Porque a cada dia me fica mais difícil deixar-te ir e já não consigo mais respirar sem teu calor me rodeando. Deixastes-me fraca, dependente, submissa. Tornastes-me poderosa, felina, inexorável. E minha vida agora é tua e permanece em suspenso até o segundo em que te vejo outra vez. Não demora, suplico...

Tua...

domingo, dezembro 09, 2007

Corro mesmo...

Por Isso Corro Demais
Roberto Carlos

Meu bem qualquer instante
Que eu fico sem te ver
Aumenta a saudade
Que eu sinto de você
Então eu corro demais
Sofro demais, corro demais
Só pra te ver, meu bem

E você ainda me pede
Para não correr assim
Meu bem eu não suporto mais
Você longe de mim
Por isso eu corro demais
Sofro demais, corro demais
Só prá te ver, meu bem

Se você está ao meu lado
Eu só ando devagar
Esqueço até de tudo
Não vejo o tempo passar
Mas se chega a hora
De pra casa te levar
Corro pra depressa
Outro dia ver chegar
Então eu corro demais
Sofro demais, corro demais
Só prá te ver, meu bem

Se você vivesse sempre
Ao meu lado eu não teria
Motivo pra correr
E devagar eu andaria
Eu não corria demais
Agora, corro demais
Corro demais
Só pra te ver, meu bem...

Ai que saudade... :'(

sábado, outubro 13, 2007

Muito boa!


sábado, fevereiro 24, 2007

Belvedere

O lugar de onde se avista o paraíso...



De Mala E Cuia

Na minha casa tá sobrando espaço
Guardei de mim um pedaço
Reservei só pra você
Na minha casa está sobrando rede
Sobra torno na parede
Amor pra dar e vender

Na minha casa toda hora é hora
A gente ri a gente chora a gente se diverte
Nesse flerte você botando as unhas de fora
Nosso amor não demora e logo acontece

Pode vir de mala e cuia amor
Que eu não vou tá nem aí pro povo
Nosso amor tá cobiçado
Mas não vai ser maltratado por ninguém de novo

sábado, fevereiro 17, 2007

Quando se trabalha com seres humanos tem-se que esperar de tudo. E não se pode querer agradar a geral sem exceções. Por dia atendo mais de trinta pessoas no posto de saúde. Todo tipo de queixa que se possa imaginar. Uns realmente doentes, outros só fazendo social, procurando alguém pra conversar, pra desabafar. Angústia também tira a saúde. E considerando que eu sou bem humana, não é todo dia que a minha paciência está digna de nota, então nos compensamos uns aos outros, imagino. Fico satisfeita em dizer que o saldo é geralmente positivo, temos nos entendido. Minha atual comunidade é bem simples, gente muito boa. Gente que recebia só remédio sem ser realmente assistida por um médico. Gente que agradece e diz que gostou muito de você porque você olha no olho enquanto eles falam. Só isso. Só. De lascar.