segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Sassa in English

Once I fiercely believed falling in love was a bet that I wasn´t supposed to make at all. And I haven´t got a real explanation to that. Solitude was always easier to me and I don´t even imagine why considering I´m good with people or with most of them, at least. But right now I know it´s time to learn how to make it happen in my life. Loneliness isn´t the best answer to those questions I´ve got in mind lately.

I can´t say exactly how but part of me is so absurdly empty… An emptiness full of needs and aches so long forgotten, so long buried that I feigned they never existed. Nevertheless there they are telling me the lie I am even to myself. Pretending and rationalizing are mostly self-serving. You pretend it doesn´t matter, you rationalize your days are perfect exactly the way they are and go on thinking how nice is to live in this fake world were only you see, blindly, the major flaws.

My heart is a little bit tired, a little bit beaten, a little bit worn out at this moment, I know. It isn´t used to feeling much, I´d say, and it felt a great amount of almost everything in those past months. However it´s nearly recovered now, I´m not pushing harder than I could afford today. But I will. Oh, I´m sure I will. Just being fine isn´t good enough, not anymore. What I want is the astonishment of feeling every ounce of life inside me vibrating with the purest pleasure brought by love.

Fear isn´t exactly a choice but courage is.

And my soul isn´t a coward one, as the poetess said.

Bem... imagino que meu inglês esteja bastante enferrujado e que vcs encontrem alguns muitos erros por aqui, mas tentem ser tolerantes, OK? Ah! E gostaria de deixar um beijão pra Mariana Ramalho! Foi uma surpresa mais que agradável saber que vc passa por esses Ecos! Não saia mais da minha vida, viu? Mesmo assim um pouco distante é uma maravilha saber que vc está perto.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

A gente se acostuma

Eu sei que a gente se acostuma,

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite.

A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e a dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.

E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita.

E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais.

A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber. Vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente se senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

[Marina Colassanti]

quarta-feira, fevereiro 23, 2005


Eu sou seu sabiá
[Caetano Veloso]

Se o mundo for desabar
sobre a sua cama
E o medo se aconchegar
sob o seu lençol
E se você sem dormir
tremer ao nascer do sol
Escute a voz de quem ama
ela chega aí
Você pode estar
tristíssimo no seu quarto
Que eu sempre terei
meu jeito de consolar
É só ter alma de ouvir,
e coração de escutar
E nunca me farto
do uníssono com a vida
Eu sou, sou sua sabiá
Não importa
onde for vou te catar
Te vou cantar te vou
te vou te vou te vou
Eu sou, sou sua sabiá
O que eu tenho eu te dou
E tenho a dar
Só tenho a voz cantar,
cantar, cantar, cantar
Posted by Hello

domingo, fevereiro 20, 2005


Eu e Caru! Essa é minha "irmã" do coração! Posted by Hello

sábado, fevereiro 19, 2005

Aposto que você assistiu ao Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Antes considerava esse filme excelente, mas atualmente o acho simplesmente fantástico! Suponho que alguns significados penetrem melhor em nossas mentes depois de algumas experiências de vida ou, pelo menos, de alguma reflexão mais profunda sobre o tema.

Esquecer... Quantas vezes não desejamos isso todos os dias? Suprimir as vergonhas, as dores, aquilo que nos faz remoer e remoer um mesmo problema infinitamente sem nos levar a lugar algum? Esquecer as pessoas nos magoaram, as que nos feriram, as que amamos sem esperança, as que nos humilharam e as que nos fizeram chorar... Pena que toda dádiva traga consigo um preço imperdoável embutido.

Aprender a viver sem alguém implica “permitir” que aquela pessoa também conceba uma vida sem você e nem sempre estamos preparados para isso. Nosso egoísmo latente se rebela contra essa simples possibilidade, claro, porque acima de tudo queremos ser lembrados, queremos ser indeléveis na memória de quem nos marca. No jogo da vida algumas apostas são altas demais, admito. Abandonar é uma premissa básica para quem quer ser abandonado. Mate o amor dentro do outro e você estará livre para sempre. Deixe para trás e você também será deixado para trás. Porém reflita se é essa a liberdade que você deseja. O tempo apaga tanta coisa... Apaga amor, apaga ódio e apaga deixando não mais que uma memória esmaecida. Resta-nos ter a paciência necessária para esperar e a resignação para aceitar os despojos de guerra com dignidade, uma vez que não temos acesso à tal máquina do esquecimento.

E mesmo com tudo isso em mente, ainda assim prefiro lembrar. Dói um pouco, claro, mas tudo na vida dói. Nascer dói, morrer dói, amar dói, não ser amado dói, até sexo é dor e prazer, não é? A verdade é que sentir é doloroso, mas essa é uma das maiores recompensas do exercício de estarmos neste planeta. Uma vida, uma chance e todas as possibilidades! Porque escolher esquecer? Acho que prefiro aprender e tocar a vida em frente mesmo que de vez em quando a saudade pareça monstruosa, mesmo que a felicidade nem sempre esteja à mão, mesmo que menos de um segundo tenha sido tudo o que experimentei da certeza de que estar aqui vale a pena.

Bom, é mais ou menos nisso que eu acredito... hoje! Amanhã é outro dia.

E você?

O que você tem esquecido de lembrar?

Sua vez de se desvendar (é... auto-conhecimento também dói!).

Beijos.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005


Ah, Martha Medeiros... Seu talento não tem fim! Posted by Hello

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Where is the love?

What's wrong with the world mama?
People living like aint got no mamas
I think the whole world's addicted to the drama
Only attracted to the things that bring you trauma
Overseas yeah we tryin to stop terrorism
But we still got terrorists here livin
In the USA the big CIA the Bloodz and the Crips and the KKK
But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And if you hatin you're bound to get irate
Yeah madness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
You gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love y'all

People killing people dying
Children hurtin you hear them crying
Can you practice what you preach
Would you turn the other cheek?
Father Father Father help us
Send some guidance from above
Cause people got me got me questioning
Where is the love?

It just ain't the same all ways have changed
New days are strange is the world the insane?
If love and peace so strong
Why are there pieces of love that don't belong
Nations dropping bombs
Chemical gases filling lungs of little ones
With ongoing suffering
As the youth die young
So ask yourself is the loving really strong?
So I can ask myself really what is going wrong
With this world that we living in
People keep on giving in
Makin wrong decisions
Only visions of them livin and
Not respecting each other
Deny thy brother
The wars' going on but the reasons' undercover
The truth is kept secret
Swept under the rug
If you never know truth
Then you never know love
Where's the love y'all?(I don't know)
Where's the truth y'all?(I don't know)
Where's the love y'all?

People killing people dying
Children hurtin you hear them crying
Can practice what you preach
Would you turn the other cheek?
Father father father help us
Send some guidance from above
Cause people got me got me questioning
Where is the love?

I feel the weight of the world on my shoulder
As I'm getting older y'all people get colder
Most of us only care about money makin
Selfishness got us followin the wrong direction
Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting their young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what the see in the cinema
Whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness and equality
Instead of spreading love, we're spreading anomosity
Lack of understanding, leading us away from unity
That's the reason why sometimes I'm feeling under
That's the reason why sometimes I'm feeling down
It's no wonder why sometimes I'm feeling under
I gotta keep my faith alive, until love is found

People killing people dying
Children hurtin you hear them crying
Can you practice what you preach
Would you turn the other cheek?
Father Father Father help us
Send some guidance from above
Cause people got me got me questioning
Where is the love?

(Black Eyed Peas)

Frase pra posteridade!!!

"Se você não encontrar sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo, e vá ser feliz!"

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Voyeurismo Virtual

Brincar com as palavras sempre foi uma diversão enorme para mim, desde criança, desde os meus livros de historinhas cheios de ilustrações coloridas e letras gigantescas. Ler e escrever são dádivas que poucas pessoas realmente lembram de considerar nos seus agradecimentos diários (a não ser quando olham algo escrito em japonês e sentem aquele friozinho na barriga de serem analfabetas, afinal). E foi mais ou menos dessa paixão desmedida que surgiu a idéia de montar um blog. Aqui eu poderia dividir com algumas pessoas as minhas linhas tortas, textos de outros autores que tocam meu coração, imagens interessantes, qualquer coisa! Mas chega um ponto em que a gente (eu, no caso!) começa a se fazer alguns questionamentos sobre essa coisa do voyeurismo virtual. Tenho pensado muito na exposição excessiva a que posso estar me submetendo nesse blog ou no Orkut, por exemplo. Sei disso porque acabei me tornando voyeur também e percebi o quanto se pode saber da vida de uma pessoa percorrendo essas pistas cibernéticas. Uma foto aqui, uma frase ali e pronto! Parece que conhecemos o indivíduo, mesmo que ele seja um completo estranho, num piscar de olhos.

Pensei tanto no assunto que cheguei muito próxima à conclusão de acabar com o Eco de um pensamento. Discuti isso com vários amigos, fiz até um post de despedida, por sinal, mas me convenceram de que eu estava sendo meio egocêntrica (essa, claro, não foi a palavra usada por nenhum deles. Foi minha interpretação livre!) e que, na verdade, as poucas pessoas que lêem o que está aqui são, no geral, amigos (amigos que não comentam nunca, apesar de lerem, mas tudo bem! ;) e não completos estranhos mal intencionados que riem das minhas desgraças e querem revirar minha vida do avesso (uma vida que não é nem tão interessante assim, particularmente). Talvez as palavras aqui expostas façam mais sentido para mim mesma do que para qualquer outra pessoa e me ajudem a me entender mais do que a vocês me entenderem. E essa é a magia do Eco, na minha opinião.

Porém, cumprindo uma nova resolução de ano novo, parei com o voyeurismo negativo há algum tempo (um dia de cada vez, que nem no AAA :). Até porque mais de uma vez ele me fez sentir uma espiã inescrupulosa que usa de artifícios não muito nobres para encontrar as respostas que eu deveria ter achado na vida real, exatamente como é o meu estilo. Quer reality show? Assiste ao BBB5!!! Chega de paquerar a vida alheia. E enquanto isso, os meus ecos continuarão aparecendo por aqui. Enquanto eu tiver uma idéia que valha mais ou menos a pena e renda um post, enquanto eu precisar fazer algum desabafo, enquanto meu coração quiser gritar pro mundo ouvir, enquanto aquilo que eu ler me inspirar, enquanto eu tiver tempo para toda essa indulgência pessoal.

E se alguém achar que pode saber exatamente quem eu sou só por isso aqui, estará muito enganado. Essa é só uma parte de mim, uma parte bem pequena, eu diria. Uma pessoa é muito maior que isso e possui tanto dentro de si a ser revelado... Desvenda-me ou devoro-te! Essa é a piada do dia ;)

Bjos.

“Escreves, se podes, coisas que sejam

tão improváveis como um sonho,

tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto

e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança”

(Hemingway)

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Putz

Só queria saber onde essa PORRA dessa desigualdade social vai parar!!! Hoje, especialmente, eu tô puta com essa droga de miséria e violência em que a gente vive atolado! Caraca...


No comments! Posted by Hello

quarta-feira, fevereiro 09, 2005


Eu e o Thilk!!! Quem mais poderia ser senão meu futuro marido??? ;)  Posted by Hello

Foi dia dele!!!

No dia 06 de fevereiro de 2005, em pleno domingo de carnaval, completou mais um ano de vida uma pessoa que eu simplesmente amo de paixão, com todas as minhas forças. Ele é uma figura totalmente engraçada, faz qualquer ser vivo com meio cérebro rir das besteiras que diz, vive inventando moda e adora piadinhas mórbidas 100% ridículas que me fazem gargalhar horas seguidas se saírem da boca dele. E se você reparar com um pouquinho mais de cuidado, olhar bem de perto, vai ver um coração maior que o universo inteiro, uma alma muito doce e delicada. Por trás da fachada de palhaço está um menino de ouro, um dos melhores desse mundo.

Depois de milhares de conversas, de dezenas aulas práticas, de tantas páginas de caderno preenchidas com nossas dúvidas existenciais compartilhadas, de infinitos bytes de logs de MSN, acho que posso, sem dúvidas, chamá-lo de amigo. Amigo que ri junto (e ainda bem que a gente ri mais que qualquer outra coisa!), que dá abraço apertado quando você tá carente, que enxuga suas lágrimas mais amargas, que te manda calar a boca categoricamente quando você está se autodepreciando em excesso, que escuta notícias de primeira mão porque é uma das pessoas pras quais é difícil ter segredos, que dá conselhos sensatos mesmo sabendo que você não vai segui-los, que passa a aula toda brincando de desenhar casinhas com torneiras do lado de fora e um motorista de ônibus espanhol de sombreiro com você e ainda por cima te dá uma cerquinha de palitos autografada no primeiro semestre da faculdade... Um amigo que veio pra ficar. Definitivamente.

Esse é o Thiago Leite Albuquerque.

Thiago Milk.

Thilk.

E é com ele que eu vou casar no dia 07.11.07. Quem viver verá!!! ;) Por enquanto vou declarando explicitamente meu amor por um indivíduo que merece ser feliz além dos limites do socialmente aceitável. É um prazer enorme fazer parte daqueles que o rodeiam, Thilk.

Precisa dizer que eu te amo? Precisa mais não, né? Mas eu digo mesmo assim!

Amo você.

Feliz Aniversário!!!

sexta-feira, fevereiro 04, 2005


Pip, from Great Expectations,
Você foi uma estrela fugidia que trouxe luz
aos olhos de um menino sempre envolto
em tristeza e solidão.
E deixou, nesses mesmos olhos, um pesar imenso
ao partir cedo demais.
Não pudemos fugir juntos para aquela ilha deserta,
mas espero que possamos um dia, como crianças,
caçar borboletas coloridas e ligeiras
no meu campo de girassóis no céu.
Até amanhã... Posted by Hello