Nunca considerei como algo simples não esperar nada da vida e pagar pra ver no que vai dar, sem nenhuma expectativa. E se existir algum medo, deixá-lo para trás. E se houver alguma culpa, fingir que ela nunca aconteceu. Olhar para frente como um caderno em branco esperando os primeiros rabiscos sem querer que no final esses mesmos traços ingênuos se convertam numa poesia de Neruda. Não é fácil...
A verdade é que nós somos, ao invés disso, um compêndio de nós mesmos, muito bem estudado, muito bem decorado e excessivamente lido... E essa carga emocional não nos deixa! Vivemos e morremos buscando o talvez inalcançável Neruda nos nossos rascunhos de vida... Mas hoje, só hoje, estou com vontade de ser verso de criança que aprendeu a ler ontem. E se eu não conseguir... bem... mais essa falha vai para a página 3.659.927.481 dos meus alfarrábios pessoais. Como eu disse, o compêndio está sempre lá...
1 Ecos:
Simplesmente sensacional.Impressionante como vc conseguiu resumir nossos comportamentos perante a vida. Digno de alguém com uma sensibilidade rara.Um grande beijo,Orlane
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