quarta-feira, outubro 18, 2006

Crise de minuto

Até uma semana atrás eu diria que nunca deveria acabar meu internato. Capaz até de ter falado que adoraria mais um ano inteiro, mesmo sem férias no permeio. Mas do nada me veio essa impaciência, um abuso crescente e eu me peguei às 22:28h do domingo sentada num canto pensando: "Não acredito que amanhã tenho que ir ao hospital!". Crise que persistiu, acutíssima, pela segunda de manhã afora, fazendo com que eu saísse o mais cedo possível das minhas antes tão amadas paredes plenas de bactérias multirresistentes (e agora até de príons, porque somos chiques, bem). Era vontade de fugir e passar uma semana exilada, sem doença nem aporrinhação a minha volta, de preferência numa praia isolada. Não nego que algumas idéias terroristas chegaram a cruzar minha mente. Passou. Passou, mas me fez refletir um bocado sobre o futuro.

Essa profissão é dura. Muita carga emocional o tempo todo e horas e mais horas de trabalho num ambiente estressante. E em determinados momentos você já nem sabe onde findam as suas angústias e começam as dos outros. Precisa respirar fundo e resetar mesmo, sem piedade. Se algumas informações vão se perder, que se lasque! Sanidade mental tem que ser uma prioridade. Mas foi chegar em casa, sentar no colo da mamãe e deixar o cafuné limpar tudo tudo, jantar bem, dormir oito horas inteiras e no outro dia eu já era eu, de novo. Ou um similar razoável. Continuo com aquele sonho de férias em mente, mas sem o desespero embutido. Reconheço minhas próprias angústias até. E renovou-se a sede de aprender. Ainda vou me formar, relaxem! No próximo 18 de outubro podem me desejar Feliz dia do Médico de verdade. Eu vou adorar! :)

2 Ecos:

At 5:25 PM, Anonymous Anônimo disse...

http://www.clevelandclinic.org/arthritis/ ;))

 
At 11:24 PM, Anonymous Anônimo disse...

http://www.planetpdf.com/free_pdf_ebooks.asp?CurrentPage=1

 

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