sábado, outubro 29, 2005

Uma pequena morte

Tem saudade doída que só de pensar já machuca e que de vez em quando dá aquela fisgada te deixando cinco segundos sem ar e com sensação de que nada vai estar certo de novo. Mas aí de repente tornam a apertar o play e o mundo retoma seu curso sem nem se dar conta de que você está numa rotação diferente, mais lenta, mais dolorida, sendo deixado para trás.

Eu já tive, e de vez em quando ainda tenho, saudade assim. Amigos perdidos são a maior fonte delas, no geral. São o saber de que nada vai ser nem um esboço do que já foi e que você não tem forças nem esperanças para lutar outra vez pelas promessas de para sempre um dia ditas.

Tenho pavor dessa saudade aí. Mas ela tá aqui, escondida, esperando para aflorar. E ela aflora. E como... Nunca mais ver pode muito bem ser comparado a uma pequena morte... E quem não chora ao dizer adeus?

2 Ecos:

At 9:40 AM, Blogger beto disse...

Eu já choro por tudo no mundo, que dirá por uma despedida, por saudade...
Também acho que é uma pequena morte.
Acho ainda pior quando você lembra de tudo, tempos depois e vê que realmente não deu pra cumprir as promessas de para sempre.... :(

Vou parar senão vou chorar... :)

 
At 12:09 AM, Blogger mariella fassanaro. ou mari. ou ella. disse...

e eu, morrendo de saudade de ti?!

pequena morte. ai.

 

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