domingo, setembro 26, 2004

Metamorfose ambulante

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

[Cecília Meireles]

Existe uma pessoa que eu amo imensamente que tem essa característica singular de ver tudo com novos olhos, de mudar a forma de caminhar ainda que a estrada continue a mesma, de largar a estrada pré-determinada e abrir uma trilha com as próprias mãos, de entender todas as coisas de todas as maneiras sem deixar de ter personalidade forte...

Vivo com saudades, Lins!

Vida longa e irremediavelmente maravilhosa.

1 Ecos:

At 2:15 PM, Anonymous Anônimo disse...

eita! nunca ninguém encheu tanto a minha bola desse jeito... pensando bem, só uma outra vez...
muito obrigado sassa. todo mundo precisa de um pouco de mudança, mas a metamorfose ambulante é por vezes uma maldição. de várias maneiras eu busquei a estabilidade...apenas para perceber que não era nesse monolito que eu queria viver. acho que a mudança é o meu vaticínio. você só não pode desprezar o que já viveu, pois os novos braços e olhos são construídos tendo por suporte os antigos.
um beijo enorme.

 

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