O assassino era o escriba
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida, regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição de bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
[Paulo Leminski]
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida, regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição de bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
[Paulo Leminski]
Divertido demais esse poema, lembra a minha adoslecência porque a primeira vez que o li foi lá pelos 12 anos. Quem nunca teve vontade de matar um professor com um objeto direto na cabeça??? :) Mesmo depois de "adulta" (atenção às aspas, por favor!) ainda me pego com esses desejos bizarros, só que hoje tenho um espírito um pouco mais crítico em relação a quem detestar e porque detestar. Na faculdade tenho encontrado muitos professores assim... E sabe o que é mais interessante? Os piores professores são aqueles que não sabem seduzir o aluno e fazê-lo se sentir instigado pelo assunto, aqueles que fazem a gente estudar sob ameaças do tipo "essa prova que eu fiz está tão difícil que eu mesmo fui resolver depois de ter elaborado e tirei menos que cinco! (com direito a risadinha irônica permeando todo o discurso) ". Me poupe! Esse tipo de gente não quer ensinar nada a ninguém, só quer mostrar que sabe e fazer você se sentir um lixo. Por essas e outras, provavelmente não vou ser legista nem vou fazer nada relacionado a bioquímica (desculpa, JP, mas não vou mesmo! ;).
Aposto que vocês devem estar pensando que eu estou de mau humor e quis despejar tudo no blog, mas não estou não. Na verdade, deixei pra colocar isso aqui num dia em que eu estivesse contente e determinada a ser magnânima, por isso não há no meu comentário palavras de baixo calão nem nomes citados explicitamente, como vocês podem notar :). De baixaria chega a política e as eleições que se aproximam!
Sintam-se beijados, queridos leitores (utilizei o plural porque acho que devo ter pelo menos uns dois leitores, eu acho!).
2 Ecos:
realmente... Só na facu, tenho vontade de atirar uns objetos diretos quase q diariamente... Claro, com critérios, não por acaso... É rir pra não chorar... Se bem q, como eu, além de pequena sou chorona, de vez em quando num dá pra segurar o berreiro! Beijins, Sassa, da sua grande pequena fã!
sei como se sentes.... tenho essa vontade todo dia. Alie a isso uma imensa soberba e vaidade que muitos desses professores têm, que ao invés de estarem contribuindo para o descobrimento de novos talentos estão é sufocando pessoas inteligentes, que teriam talento de sobra. Tive um mestre de verdade, há alguns anos que me dizia: "falharei no dia que algum estudante meu não for mais longe do que eu fui". Ele adorava quando sabíamos alguma coisa a mais do que ele, nem que fosse sobre videogames, micros, etc. É mas não se fazem mais professores assim...
Vamos dominar o mundo, menos assim a gente proibe esses infames de darem "aulas"...
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